Sou uma apreciadora de vinho, e confesso, que ao contrário de muita juventude a norte, que começa com o vinho verde, nas jantaradas de amigos e nos almoços e jantares da faculdade, este foi um vinho que nunca me cativou até à poucos anos.
Da zona de verdes que abrange a zona do Minho e Douro Litoral, confesso que sou apreciadora de poucos...mas bons.
Os alvarinhos, são para mim a grande preferência...Este pecado de Baco, feito de monocasta Alvarinho, é fabuloso, quando bem feito, e em bom ano de colheita. E são vinhos, cujo estágio em garrafa não trás desilusão, em alguns casos, muito pelo contrário.
Este Alvarinho foi uma sugestão que me foi apresentada no supermercado do El Corte Inglés - Reguengo de Melgaço, Alvarinho.
E o que dizer? Não desiludiu, um vinho equilibrado, que não engana ao nariz e ao palato, subtil, misterioso, fresco, frutado, com alma e corpo. Acompanhou soberbamente uns lombos de carapau com batata a murro e fez honras de rei à mesa.
Não é um vinho para todos os dias, para a bolsa mais afogada da maioria dos portugueses, pois custou 9 €, contudo, um vinho que vale o custo, pelo bem que sabe, e pelo prazer que proporciona.
Sem mais que alargar nesta crítica de hoje, limito-me a responder à pergunta da praxe:
Delícia?! Pergunta à Patrícia!! Resposta: Sim, é uma delícia.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Eric Kayser - Padaria
Desde que cheguei a Lisboa, que andava ansiosa por conhecer este sítio de que toda a gente fala. Toda a gente, que é como quem diz, a comunicação social, as pessoas de bem, o "povo". É fashion, gourmet, in, ou ainda mais uma meia de dúzia de adjectivos atribuidos a este local.
Promessas da boa padaria e pastelaria francesa, com carinho e excelência. Ainda me despertou mais a minha gastronómica curiosidade quando no facebook, vi que o pão do mês, era um apelativo pão com chouriço, aí as minhas papilas gustativas despertaram...
Havia que ir cedo, para evitar a fila até à porta. e experimentar os croissants, e o pão artesanal. Logo pele manhã cedo, houve que estacionar o carro nas Amoreiras, e já com o bichinho a moer no estômago, e com um frio de rachar que se fazia sentir, entrar na Eric Kayser.
O Pão!!! Maravilhoso aos olhos, e a cheirar lindamente, e as prateleiras, muito bem arrumadas... Prometia. Fiquei com os olhos fixados nos pães, no de chouriço, pão do mês, e no pão Paris. E nos croissants folhados, que já tinham comigo a fama, e iriam em breve ser degustados.
Começou bem, mas não continuou da mesma forma...
Apesar de um serviço de padaria eficiente, que me permitiu obter o pão fatiado, embalado individualmente em sacas de plástico transparente com o logótipo da marca Eric Kayser, começou a correr mal quando pedi um croissant com manteiga, e me foi dito que a manteiga "era à parte"...Mal...Depois foram colocados os dois croissants em cima de guardanapos num tabuleiro e aguardou-se para recolher um chá - English Breakfast, e uma meia de leite...Chamo a atenção que se cobrou por uma caneca de chá, 1,80€!!!
Então as coisas continuaram a correr menos bem, terminando mal. para um serviço dito de excelência e para o qual eu levava grandes expectativas. Na hora de me dar o chá, não havia English Breakfast, e a funcionária, só assim avisou a colega do caixa, para essa situação. Fica mal. Não vai de acordo com o tipo de serviço que se quer... Depois, quando escolhi uma das alternativas, ainda colocou mal a caneca do chá, e entornou por cima do guardanapo, onde se encontrava o croissant... Fiquei completamente irritada, quando no fim de verificar que o minusculo tabuleiro não tinha espaço para os dois croissants, para uma meia de leite e para uma caneca de chá, a funcionária me sugeriu se eu pretendia outro tabuleiro...
Meus senhores, os funcionários de uma casa destas, devem ter formação, e prever as situações, não remediá-las quando já é tarde, e já causaram uma má impressão num novo cliente.
Não chega ter bons produtos, há que saber apresentá-los ao público...
É claro que depois deste cenário, o croissant não foi maravilhoso, e me senti pouco à vontade no espaço.
Salva-se sem dúvida o pão, que se revelou maravilhoso simples, com um pouco de manteiga, ou a acompanhar uns belos carapaus com molho de cebola e pimentos confitados, com um arroz de tomate e pimentos, com calda...
Sr. Eric Kayser, tem bom pão, uma montra de pastelaria lindíssima e apelativa, mas com um serviço...não adequado ao nível do pão.
E quanto á pergunta da praxe:
Delícia?! Pergunta à Patrícia!! Resposta: O pão é uma delícia, mas do resto, não gostei, eu, a Patrícia.
Promessas da boa padaria e pastelaria francesa, com carinho e excelência. Ainda me despertou mais a minha gastronómica curiosidade quando no facebook, vi que o pão do mês, era um apelativo pão com chouriço, aí as minhas papilas gustativas despertaram...
Havia que ir cedo, para evitar a fila até à porta. e experimentar os croissants, e o pão artesanal. Logo pele manhã cedo, houve que estacionar o carro nas Amoreiras, e já com o bichinho a moer no estômago, e com um frio de rachar que se fazia sentir, entrar na Eric Kayser.
O Pão!!! Maravilhoso aos olhos, e a cheirar lindamente, e as prateleiras, muito bem arrumadas... Prometia. Fiquei com os olhos fixados nos pães, no de chouriço, pão do mês, e no pão Paris. E nos croissants folhados, que já tinham comigo a fama, e iriam em breve ser degustados.
Começou bem, mas não continuou da mesma forma...
Apesar de um serviço de padaria eficiente, que me permitiu obter o pão fatiado, embalado individualmente em sacas de plástico transparente com o logótipo da marca Eric Kayser, começou a correr mal quando pedi um croissant com manteiga, e me foi dito que a manteiga "era à parte"...Mal...Depois foram colocados os dois croissants em cima de guardanapos num tabuleiro e aguardou-se para recolher um chá - English Breakfast, e uma meia de leite...Chamo a atenção que se cobrou por uma caneca de chá, 1,80€!!!
Então as coisas continuaram a correr menos bem, terminando mal. para um serviço dito de excelência e para o qual eu levava grandes expectativas. Na hora de me dar o chá, não havia English Breakfast, e a funcionária, só assim avisou a colega do caixa, para essa situação. Fica mal. Não vai de acordo com o tipo de serviço que se quer... Depois, quando escolhi uma das alternativas, ainda colocou mal a caneca do chá, e entornou por cima do guardanapo, onde se encontrava o croissant... Fiquei completamente irritada, quando no fim de verificar que o minusculo tabuleiro não tinha espaço para os dois croissants, para uma meia de leite e para uma caneca de chá, a funcionária me sugeriu se eu pretendia outro tabuleiro...
Meus senhores, os funcionários de uma casa destas, devem ter formação, e prever as situações, não remediá-las quando já é tarde, e já causaram uma má impressão num novo cliente.
Não chega ter bons produtos, há que saber apresentá-los ao público...
É claro que depois deste cenário, o croissant não foi maravilhoso, e me senti pouco à vontade no espaço.
Salva-se sem dúvida o pão, que se revelou maravilhoso simples, com um pouco de manteiga, ou a acompanhar uns belos carapaus com molho de cebola e pimentos confitados, com um arroz de tomate e pimentos, com calda...
Sr. Eric Kayser, tem bom pão, uma montra de pastelaria lindíssima e apelativa, mas com um serviço...não adequado ao nível do pão.
E quanto á pergunta da praxe:
Delícia?! Pergunta à Patrícia!! Resposta: O pão é uma delícia, mas do resto, não gostei, eu, a Patrícia.
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Local:
1070 Lisboa, Portugal
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Restaurante Gandhi Palace
Adoro os sabores indianos, as especiarias, os picantes, a cozinha com caril, as tradicionais samosas, ou chamuças, em português, um bom lassi de manga. Mas como os confecciono muito bem em casa, é raro ir a um restaurante Indiano, contudo, e como gosto sempre de aceitar as sugestões dos amigos, calhou desta vez ir experimentar um, lá para os lados da Baixa Lisboeta, próximo da Praça da Figueira, mais propriamente na Rua dos Douradores.
O nome apelativo, Gandhi Palace, aparecia no 214 da rua, mas informando que o restaurante havia mudado de sítio para o outro lado da rua, uns metros mais adiante.
A ementa vista de fora prometia, e num dia de frio, o ambiente é acolhedor, e nota-se que sofreu melhorias recentes na decoração e no serviço.
Houve que pedir, e o serviço funcionou bem, rápido, mas também a casa estava quase vazia, com poucas mesas das duas salas ocupadas. As samosas de carne (frango, como deve ser), eram grandes, picantes, mas não extremamente saborosas, como estou habituada. Vinham com 3 ramequins com 3 molhos diferentes, mas nenhum deslumbrou.
Salienta-se contudo a cortesia da casa, com pequenos pãezinhos quentes, e uma manteiga de alho, mediana, mas aceitável, e saborosa. Os papadooms, estaladiços, condimentados e acompanhados pelos mesmos 3 molhos que acompanham as samosas.
O lassi é bom para os gulosos, espesso, feito com iogurte já açucarado e polpa de manga, com gelo adicionado. Mais uma vez razoável, mas longe de ser quase perfeito.
A escolha da noite recaiu num Goan Lamb, um caril de corrego com leite de côco, que se apresentava demasiado espessos, com o borrego já demasiado cozinhado, e insipido, tendo apenas sido envolvido no molho, e não cozinhado nele. O côco ralado que salpicava o caril era algo desnecessário. Faltava alma e carinho na confecção deste prato, contudo não se pode dizer que não foi comestível, e até adequado ao preço praticado. Comeu-se, mas não deslumbrou.
Para quem adora caril, como eu, ficou aquém das expectativas, mas não digo que deixem de visitar. É um sítio agradável para um jantar com amigos, quando não se quer gastar muito dinheiro, e há mais iguarias a provar, que atém podem amenizar a experiência deste caril. Talvez volte, mas neste momento, quando me perguntam, como é da praxe:
Delícia?! Pergunta à Patrícia!! Resposta: Para mim, não foi uma delícia.
O nome apelativo, Gandhi Palace, aparecia no 214 da rua, mas informando que o restaurante havia mudado de sítio para o outro lado da rua, uns metros mais adiante.
A ementa vista de fora prometia, e num dia de frio, o ambiente é acolhedor, e nota-se que sofreu melhorias recentes na decoração e no serviço.
Houve que pedir, e o serviço funcionou bem, rápido, mas também a casa estava quase vazia, com poucas mesas das duas salas ocupadas. As samosas de carne (frango, como deve ser), eram grandes, picantes, mas não extremamente saborosas, como estou habituada. Vinham com 3 ramequins com 3 molhos diferentes, mas nenhum deslumbrou.
Salienta-se contudo a cortesia da casa, com pequenos pãezinhos quentes, e uma manteiga de alho, mediana, mas aceitável, e saborosa. Os papadooms, estaladiços, condimentados e acompanhados pelos mesmos 3 molhos que acompanham as samosas.
O lassi é bom para os gulosos, espesso, feito com iogurte já açucarado e polpa de manga, com gelo adicionado. Mais uma vez razoável, mas longe de ser quase perfeito.
A escolha da noite recaiu num Goan Lamb, um caril de corrego com leite de côco, que se apresentava demasiado espessos, com o borrego já demasiado cozinhado, e insipido, tendo apenas sido envolvido no molho, e não cozinhado nele. O côco ralado que salpicava o caril era algo desnecessário. Faltava alma e carinho na confecção deste prato, contudo não se pode dizer que não foi comestível, e até adequado ao preço praticado. Comeu-se, mas não deslumbrou.
Para quem adora caril, como eu, ficou aquém das expectativas, mas não digo que deixem de visitar. É um sítio agradável para um jantar com amigos, quando não se quer gastar muito dinheiro, e há mais iguarias a provar, que atém podem amenizar a experiência deste caril. Talvez volte, mas neste momento, quando me perguntam, como é da praxe:
Delícia?! Pergunta à Patrícia!! Resposta: Para mim, não foi uma delícia.
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Restaurante Indiano
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Restaurante O Paparico
Como falar de um sítio que fala a mesma linguagem que falamos, e que parece que foi feito para nós? Um conceito semelhante a uma alma gémea, se podemos dizer...este restaurante é a minha alma gémea gastronómica. Pelo menos até à data, e enquanto estiver à frente desta casa, o fabuloso Sérgio, o dono e a alma mater do Paparico. MAs falar do Sérgio é falar também de toda a equipa que o acompanha irrepreensivelmente. Estamos num sítio de excelência e paixão, pelo pecado da Gula.
Falar da ementa, para destacar um prato, é uma blasfémia, destacar a excelência do ambiente e do serviço também. Se me perguntarem sugestões. digo-vos para experimentarem de tudo, repetindo a experiência sempre que for possível.
Os ingredientes utilizados neste sítio são frescos, de qualidade e de excelência e trabalhados com arte e mestria, mas com amor à arte e gastronomia portuguesa, e de fusão com as culturas da europa e do mundo.
A vitela, os miscaros, o bacalhau, o entrecosto, a terrina de vitela com Porto, o polvo em prato principal e em entrada...poderia enumerar tudo o que vem na ementa, mas mesmo assim não vos poderia exprimir por palavras o prazer que esta casa dá à mesa...até o pão e o queijo...o azeite...
A nível de vinhos, o da casa, do Dão, é absolutamente divino, mas a carta é de muito bom gosto, com excelentes escolhas, e como em momentos de crise é necessário organizar o orçamento, não se acanhem de definir um budget, concerteza que há excelentes soluções disponíveis, todas elas de excelente qualidade.
As sobremesas são de ir ao céu, indulgentes, cheias de volupia, sabor e imaginação. O café cheio de detalhes e aromas...Mas deste sítio, falo com alma e coração, aquela alma dos pares, que me faz entrar por aquela porta, e sentir-me em casa. Como se naquele momento fosse eu mesma a cozinhar para mim, fora de mim.
E a pergunta da praxe, neste caso, é por demais óbvia.
Delícia?! Pergunta à Patrícia!! Resposta : Esta é a minha delícia!
Falar da ementa, para destacar um prato, é uma blasfémia, destacar a excelência do ambiente e do serviço também. Se me perguntarem sugestões. digo-vos para experimentarem de tudo, repetindo a experiência sempre que for possível.
Os ingredientes utilizados neste sítio são frescos, de qualidade e de excelência e trabalhados com arte e mestria, mas com amor à arte e gastronomia portuguesa, e de fusão com as culturas da europa e do mundo.
A vitela, os miscaros, o bacalhau, o entrecosto, a terrina de vitela com Porto, o polvo em prato principal e em entrada...poderia enumerar tudo o que vem na ementa, mas mesmo assim não vos poderia exprimir por palavras o prazer que esta casa dá à mesa...até o pão e o queijo...o azeite...
A nível de vinhos, o da casa, do Dão, é absolutamente divino, mas a carta é de muito bom gosto, com excelentes escolhas, e como em momentos de crise é necessário organizar o orçamento, não se acanhem de definir um budget, concerteza que há excelentes soluções disponíveis, todas elas de excelente qualidade.
As sobremesas são de ir ao céu, indulgentes, cheias de volupia, sabor e imaginação. O café cheio de detalhes e aromas...Mas deste sítio, falo com alma e coração, aquela alma dos pares, que me faz entrar por aquela porta, e sentir-me em casa. Como se naquele momento fosse eu mesma a cozinhar para mim, fora de mim.
E a pergunta da praxe, neste caso, é por demais óbvia.
Delícia?! Pergunta à Patrícia!! Resposta : Esta é a minha delícia!
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O Paparico
sábado, 28 de janeiro de 2012
Terras do Demo
As terras da zona compreendidas entre os rios Távora e Varosa, possuem um clima único para o cultivo de uvas destinadas à produção de vinho espumante. Ainda mais perfeitas que as presentes na famosa zona demarcada de Champagne, em França. Pelo menos essa é a determinada opinião emitida por quem sabe e se dedica de corpo e alma à produção de vinhos nessa região.
Mas não vos venho falar em detalhe desta zona, nem do terroir, nem das castas, nem dos processos de vinificação...Venho falar-vos de um espumante região. E pode dizer-se que mais que uma delícia, é um pecado, este Terras do Demo. Pode ser encontrado nas variantes Bruto, Tinto e Rosé, sendo que a minha eleição vai para o Rosé, sem contudo desprestigiar os outros dois.
O que dizer desde espumante, "olho de perdiz", borbulhante, leve, cítrico, de acidez equilibrada e leveza surpreendentes. Diz-se que um flute de Champagne, é a única bebida alcoólica que se pode beber a qualquer hora do dia, e com quase todos os pratos, ou mesmo só. Neste caso, quase que concordo. Já me atrevi a bebe-lo com carne, peixe, saladas, sobremesas, mais rústicas, mais leves, mais intensas, e nunca desiludiu, nem se descontextualizou.
Tem uma relação qualidade preço absolutamente fabulosa, mas nem sempre é fácil de encontrar na grande distribuição. Pelo menos o Rosé e o Tinto. O Bruto, branco, já o encontrei em algumas prateleiras, mas com alguma oscilação de preço.
Talves possam ir à fonte, à Cooperativa Agrícola de Távora. O sucesso deste vinho é incrivel, e tendo começado com uma produção de cerca de 6000 garrafas, já produz umas significativas 30 000!!
A nível de design a garrafa é belíssima e tem a particularidade de ter um selo dourado lacrado colocado à mão, o que por si só faz desta garrafa uma peça de artesanato. Dos 12 funcionários que trabalham nesta cooperativa, que contribuem para a colocação deste vinho no mercado, 4 deles fazem este trabalho. Quem prova este vinho, sente que é um vinho feito com amor e paixão.
É com muito orgulho português, nos nossos vinhos, e na nossa qualidade, que quando me perguntam, como já vai sendo hábito:
Delícia?! Pergunta à Patrícia!! Resposta: Este espumante é sem dúvida uma delícia!
Mas não vos venho falar em detalhe desta zona, nem do terroir, nem das castas, nem dos processos de vinificação...Venho falar-vos de um espumante região. E pode dizer-se que mais que uma delícia, é um pecado, este Terras do Demo. Pode ser encontrado nas variantes Bruto, Tinto e Rosé, sendo que a minha eleição vai para o Rosé, sem contudo desprestigiar os outros dois.
O que dizer desde espumante, "olho de perdiz", borbulhante, leve, cítrico, de acidez equilibrada e leveza surpreendentes. Diz-se que um flute de Champagne, é a única bebida alcoólica que se pode beber a qualquer hora do dia, e com quase todos os pratos, ou mesmo só. Neste caso, quase que concordo. Já me atrevi a bebe-lo com carne, peixe, saladas, sobremesas, mais rústicas, mais leves, mais intensas, e nunca desiludiu, nem se descontextualizou.
Tem uma relação qualidade preço absolutamente fabulosa, mas nem sempre é fácil de encontrar na grande distribuição. Pelo menos o Rosé e o Tinto. O Bruto, branco, já o encontrei em algumas prateleiras, mas com alguma oscilação de preço.
Talves possam ir à fonte, à Cooperativa Agrícola de Távora. O sucesso deste vinho é incrivel, e tendo começado com uma produção de cerca de 6000 garrafas, já produz umas significativas 30 000!!
A nível de design a garrafa é belíssima e tem a particularidade de ter um selo dourado lacrado colocado à mão, o que por si só faz desta garrafa uma peça de artesanato. Dos 12 funcionários que trabalham nesta cooperativa, que contribuem para a colocação deste vinho no mercado, 4 deles fazem este trabalho. Quem prova este vinho, sente que é um vinho feito com amor e paixão.
É com muito orgulho português, nos nossos vinhos, e na nossa qualidade, que quando me perguntam, como já vai sendo hábito:
Delícia?! Pergunta à Patrícia!! Resposta: Este espumante é sem dúvida uma delícia!
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Café Ópera de Viena
E porque delícia não é apenas o que se faz em terras lusas, várias circunstâncias ditaram o sítio que vos trago hoje. Um típico café vienense, onde se pode degustar uma Sachertorte absolutamente deliciosa e acompanhar com várias propostas, todas elas deliciosas. Neste momento que a foto ilustra, a eleição foi um chocolate quente com natas... Não falamos daquelas natas em spray, que usualmente são usadas por cá em muitos sítios, mas daquelas cremosas, untuosas, voluptuosas, saídas de um sifão, directamente para cima do quente do cacau, ou do capuchino. A oferta de chás é também excelente e de qualidade, e diga-se que para o local, a relação qualidade preço é boa, apesar de ser um sítio bem no coração de Viena, na lateral da Stahtopera. Em outros sítios e com qualidade inferior, na mesma cidade, o preço pode duplicar...
O serviço é aprumado e cuidado, e o ambiente respira arte e música, com um misto de clássico, contemporâneo e kitsh...Muito wienner!
As ofertas de bolos frescos e tradicionais é grande, em pedaços generosos, sendo que variam diariamente, apesar de terem sempre a especialidade vienense, a Sachertorte.
É um café romântico, simples, mas com um serviço elegante, muito funcional e eficiente. Tudo é absolutamente delicioso,e também servem brunch, apesar de eu nunca o ter experimentado, das algumas vezes que lá fui.
Quem decidir visitar esta terra de músicos e bailes, tem aqui uma sugestão...e respondendo à pergunta da praxe.. Delícia?! Pergunta à Patrícia! A resposta: sem, sem dúvida uma delícia!
O serviço é aprumado e cuidado, e o ambiente respira arte e música, com um misto de clássico, contemporâneo e kitsh...Muito wienner!
As ofertas de bolos frescos e tradicionais é grande, em pedaços generosos, sendo que variam diariamente, apesar de terem sempre a especialidade vienense, a Sachertorte.
É um café romântico, simples, mas com um serviço elegante, muito funcional e eficiente. Tudo é absolutamente delicioso,e também servem brunch, apesar de eu nunca o ter experimentado, das algumas vezes que lá fui.
Quem decidir visitar esta terra de músicos e bailes, tem aqui uma sugestão...e respondendo à pergunta da praxe.. Delícia?! Pergunta à Patrícia! A resposta: sem, sem dúvida uma delícia!
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
DOP by Rui Paula
O DOP é um restaurante de um chef que é tudo aquilo que aparenta ser, de qualidade, bom gosto, de excelência, onde nada falha, e tudo está no lugar que deveria estar. Para mim, digno de Estrelas Michelin.
A começar pelo sítio, bem perto da ribeira do Porto, instalado no Palácio da Artes, bem nas traseiras do antigo Mercado Ferreira Borges, bem perto do Palácio da Bolsa.
Palácio é o local ideial para comer comida digna de um rei, de um principe, de uma princesa. Para pecar, pecar pelo prazer e deleite de apreciar cada um dos pratos do DOP. Pensam vocês, isso vai custar caro, mas o caro é relativo quando se trabalha a este nível, com ingredientes nobres, de qualidade, tratados como arte. Será como ter um Picasso, um Dali, um Monet, um Van Gogh em casa...Como ter o Homem de Vetrúvio de Da Vinci, pendurado nas paredes lá de casa...
A comida, passa por carne e peixe de muita qualidade. Robalo fresco, peixe galo, tamboril, sempre confeccionados no ponto. Um caril de camarão delicioso, ao qual apenas critico o chutney de maçã, não tão ao meu gosto, mas que não deixa de ser delicioso.
Nas entradas, admito que me inclino sempre para as vieiras com ovos de codorniz, porque acima de tudo é um gosto pessoal, mas há várias opções todas elas atractivas, e passíveis de agradar a qualquer um.
Tenho aínda na memória gustativa um delicioso e bem confeccionado risotto de lima, absolutamente divinal, a acompanhar um tamboril também ele memorável...
E o que dizer dos amuse bouche, criativos, a utilizar a modernidade da cozinha molecular bem ao jeito de Adrià. As sobremesas são de bradar aos céus, uma mistura de pecado da gula e obra de arte.
Para mim este local é um museu dos sabores, um museu de arte moderna, contemporânea, mas de inspiração em ingredientes ancestrais à luz das novas técnicas.
Tem também este local, o melhor escanção que conheço, perspicaz nas sugestões de vinho a copo para acompanhar cada prato, e capaz de surpreender a cada momento. Sublime!
A começar pelo sítio, bem perto da ribeira do Porto, instalado no Palácio da Artes, bem nas traseiras do antigo Mercado Ferreira Borges, bem perto do Palácio da Bolsa.
Palácio é o local ideial para comer comida digna de um rei, de um principe, de uma princesa. Para pecar, pecar pelo prazer e deleite de apreciar cada um dos pratos do DOP. Pensam vocês, isso vai custar caro, mas o caro é relativo quando se trabalha a este nível, com ingredientes nobres, de qualidade, tratados como arte. Será como ter um Picasso, um Dali, um Monet, um Van Gogh em casa...Como ter o Homem de Vetrúvio de Da Vinci, pendurado nas paredes lá de casa...
A comida, passa por carne e peixe de muita qualidade. Robalo fresco, peixe galo, tamboril, sempre confeccionados no ponto. Um caril de camarão delicioso, ao qual apenas critico o chutney de maçã, não tão ao meu gosto, mas que não deixa de ser delicioso.
Nas entradas, admito que me inclino sempre para as vieiras com ovos de codorniz, porque acima de tudo é um gosto pessoal, mas há várias opções todas elas atractivas, e passíveis de agradar a qualquer um.
Tenho aínda na memória gustativa um delicioso e bem confeccionado risotto de lima, absolutamente divinal, a acompanhar um tamboril também ele memorável...
Para mim este local é um museu dos sabores, um museu de arte moderna, contemporânea, mas de inspiração em ingredientes ancestrais à luz das novas técnicas.
Tem também este local, o melhor escanção que conheço, perspicaz nas sugestões de vinho a copo para acompanhar cada prato, e capaz de surpreender a cada momento. Sublime!
Com toda esta paixão que me liga incondicionalmente a este restaurante, na hora de fazer a tradicional pergunta, creio que todos já sabem a resposta, mas aqui vai ela...
Delícia?! Pergunta à Patrícia!! Resposta: É inevitavelmente uma delícia!
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