Não é a primeira vez que vos trago um espumante...sou aliás ao fim de algun anos uma apreciadora de espumante bruto, nacional, seja de que região for - Douro, Bairrada, Távora-Varosa...
Esta surpresa muito agradável tem quase uma semana, mas rendi-me no imediato, por impulso e sugestão.
A acompanhar um queijo amanteigado, diga-se, de excelente qualidade. Mas este Real Senhor, é um Senhor.
Equilibrado, tentador, fresco, borbulhante na medida certa, desde que servido à temperatura certa, nem quente, nem gelado, apenas na temperatura certa.
Sei que já foi aconselhado por outras fontes para acompanhar a consoada que se avizinha. Não me parece nada mal, e faz justiça à solenidade da Ceia de Natal...Mas sinto que não deve ser tratado apenas com pompa e circunstância.
Os amigos ficarão felizes se o puderem beber durante uma tertúlia caseira, será memorável num jantar a dois, e poderá ser servido na esplanada, a contemplar o rio - seja ele qual for - num fim de tarde indulgente de dolce faire niente, na descompressão de um stressante dia de trabalho
A pergunta do costume fica com esta simples resposta. A resposta é sim. Agora atrevam-se vocês a dar a vossa própria resposta!
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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Moscatel de Setúbal - Quinta da Bacalhôa 2005
Eu gosto de Moscatel! Tinha até à uns tempos uma teimosia que só me deixava alcançar o belo Moscatel produzido no Douro, feito de Malvasia Fina...e das memórias de infância, de uma mercearia, de um merceeiro, do um mini-garrafão...Mais tarde ligações familiares a Alijó e a Favaios, terra de moscatel...mas depois veio a José Maria da Fonseca, o Domingos Soares Franco e o seu rosé de Moscatel Roxo, e depois...todo um novo mundo se abriu ao meu mundo e à minha cultura vínica...
E aqui está a arte da Bacalhôa...
Este licoroso tem uma roma intenso a moscatel, flor de laranjeira, citrinos, chá e passas; na boca, a fruta é intensa, é cheio, encorpado, com sensações de amargo-doce, tendo um final longo e persistente.
Aconselho a refrescar a uns 10, 12º, e servir como amuse bouche, como um excelente companheiro a uma sobremesa, ou apenas para simples deleite... Simples, económico, fabuloso...
E aqui está a arte da Bacalhôa...
Este licoroso tem uma roma intenso a moscatel, flor de laranjeira, citrinos, chá e passas; na boca, a fruta é intensa, é cheio, encorpado, com sensações de amargo-doce, tendo um final longo e persistente.
Aconselho a refrescar a uns 10, 12º, e servir como amuse bouche, como um excelente companheiro a uma sobremesa, ou apenas para simples deleite... Simples, económico, fabuloso...
Delícia, Pergunta à Patrícia?!
Sim, é uma simples delícia!
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Moscatel de Setúbal,
Vinho
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Reguengo de Melgaço - Alvarinho
Sou uma apreciadora de vinho, e confesso, que ao contrário de muita juventude a norte, que começa com o vinho verde, nas jantaradas de amigos e nos almoços e jantares da faculdade, este foi um vinho que nunca me cativou até à poucos anos.
Da zona de verdes que abrange a zona do Minho e Douro Litoral, confesso que sou apreciadora de poucos...mas bons.
Os alvarinhos, são para mim a grande preferência...Este pecado de Baco, feito de monocasta Alvarinho, é fabuloso, quando bem feito, e em bom ano de colheita. E são vinhos, cujo estágio em garrafa não trás desilusão, em alguns casos, muito pelo contrário.
Este Alvarinho foi uma sugestão que me foi apresentada no supermercado do El Corte Inglés - Reguengo de Melgaço, Alvarinho.
E o que dizer? Não desiludiu, um vinho equilibrado, que não engana ao nariz e ao palato, subtil, misterioso, fresco, frutado, com alma e corpo. Acompanhou soberbamente uns lombos de carapau com batata a murro e fez honras de rei à mesa.
Não é um vinho para todos os dias, para a bolsa mais afogada da maioria dos portugueses, pois custou 9 €, contudo, um vinho que vale o custo, pelo bem que sabe, e pelo prazer que proporciona.
Sem mais que alargar nesta crítica de hoje, limito-me a responder à pergunta da praxe:
Delícia?! Pergunta à Patrícia!! Resposta: Sim, é uma delícia.
Da zona de verdes que abrange a zona do Minho e Douro Litoral, confesso que sou apreciadora de poucos...mas bons.
Os alvarinhos, são para mim a grande preferência...Este pecado de Baco, feito de monocasta Alvarinho, é fabuloso, quando bem feito, e em bom ano de colheita. E são vinhos, cujo estágio em garrafa não trás desilusão, em alguns casos, muito pelo contrário.
Este Alvarinho foi uma sugestão que me foi apresentada no supermercado do El Corte Inglés - Reguengo de Melgaço, Alvarinho.
E o que dizer? Não desiludiu, um vinho equilibrado, que não engana ao nariz e ao palato, subtil, misterioso, fresco, frutado, com alma e corpo. Acompanhou soberbamente uns lombos de carapau com batata a murro e fez honras de rei à mesa.
Não é um vinho para todos os dias, para a bolsa mais afogada da maioria dos portugueses, pois custou 9 €, contudo, um vinho que vale o custo, pelo bem que sabe, e pelo prazer que proporciona.
Sem mais que alargar nesta crítica de hoje, limito-me a responder à pergunta da praxe:
Delícia?! Pergunta à Patrícia!! Resposta: Sim, é uma delícia.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
DOP by Rui Paula
O DOP é um restaurante de um chef que é tudo aquilo que aparenta ser, de qualidade, bom gosto, de excelência, onde nada falha, e tudo está no lugar que deveria estar. Para mim, digno de Estrelas Michelin.
A começar pelo sítio, bem perto da ribeira do Porto, instalado no Palácio da Artes, bem nas traseiras do antigo Mercado Ferreira Borges, bem perto do Palácio da Bolsa.
Palácio é o local ideial para comer comida digna de um rei, de um principe, de uma princesa. Para pecar, pecar pelo prazer e deleite de apreciar cada um dos pratos do DOP. Pensam vocês, isso vai custar caro, mas o caro é relativo quando se trabalha a este nível, com ingredientes nobres, de qualidade, tratados como arte. Será como ter um Picasso, um Dali, um Monet, um Van Gogh em casa...Como ter o Homem de Vetrúvio de Da Vinci, pendurado nas paredes lá de casa...
A comida, passa por carne e peixe de muita qualidade. Robalo fresco, peixe galo, tamboril, sempre confeccionados no ponto. Um caril de camarão delicioso, ao qual apenas critico o chutney de maçã, não tão ao meu gosto, mas que não deixa de ser delicioso.
Nas entradas, admito que me inclino sempre para as vieiras com ovos de codorniz, porque acima de tudo é um gosto pessoal, mas há várias opções todas elas atractivas, e passíveis de agradar a qualquer um.
Tenho aínda na memória gustativa um delicioso e bem confeccionado risotto de lima, absolutamente divinal, a acompanhar um tamboril também ele memorável...
E o que dizer dos amuse bouche, criativos, a utilizar a modernidade da cozinha molecular bem ao jeito de Adrià. As sobremesas são de bradar aos céus, uma mistura de pecado da gula e obra de arte.
Para mim este local é um museu dos sabores, um museu de arte moderna, contemporânea, mas de inspiração em ingredientes ancestrais à luz das novas técnicas.
Tem também este local, o melhor escanção que conheço, perspicaz nas sugestões de vinho a copo para acompanhar cada prato, e capaz de surpreender a cada momento. Sublime!
A começar pelo sítio, bem perto da ribeira do Porto, instalado no Palácio da Artes, bem nas traseiras do antigo Mercado Ferreira Borges, bem perto do Palácio da Bolsa.
Palácio é o local ideial para comer comida digna de um rei, de um principe, de uma princesa. Para pecar, pecar pelo prazer e deleite de apreciar cada um dos pratos do DOP. Pensam vocês, isso vai custar caro, mas o caro é relativo quando se trabalha a este nível, com ingredientes nobres, de qualidade, tratados como arte. Será como ter um Picasso, um Dali, um Monet, um Van Gogh em casa...Como ter o Homem de Vetrúvio de Da Vinci, pendurado nas paredes lá de casa...
A comida, passa por carne e peixe de muita qualidade. Robalo fresco, peixe galo, tamboril, sempre confeccionados no ponto. Um caril de camarão delicioso, ao qual apenas critico o chutney de maçã, não tão ao meu gosto, mas que não deixa de ser delicioso.
Nas entradas, admito que me inclino sempre para as vieiras com ovos de codorniz, porque acima de tudo é um gosto pessoal, mas há várias opções todas elas atractivas, e passíveis de agradar a qualquer um.
Tenho aínda na memória gustativa um delicioso e bem confeccionado risotto de lima, absolutamente divinal, a acompanhar um tamboril também ele memorável...
Para mim este local é um museu dos sabores, um museu de arte moderna, contemporânea, mas de inspiração em ingredientes ancestrais à luz das novas técnicas.
Tem também este local, o melhor escanção que conheço, perspicaz nas sugestões de vinho a copo para acompanhar cada prato, e capaz de surpreender a cada momento. Sublime!
Com toda esta paixão que me liga incondicionalmente a este restaurante, na hora de fazer a tradicional pergunta, creio que todos já sabem a resposta, mas aqui vai ela...
Delícia?! Pergunta à Patrícia!! Resposta: É inevitavelmente uma delícia!
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Restaurante Pão Saloio
Quando me vem à ideia este nome, posso dizer-vos que a boca começa a salivar. A salivar só de pensar no tal bacalhau. Sim, bacalhau, porque para mim, O Pão Saloio é sinónimo de um prato de bacalhau vindo da brasa, ás lascas, afogado em azeite, com umas batatas a murro, elas da mesma forma encharcadas...encharcadas em azeite e alho... meus amigos, como poderia eu não salivar?As entradas também ajudam, sendo o pão, saloio, maravilhoso, com uma boa selecção de enchidos, que abrem as hostes ao prato principal. As sobremesas são várias mas não me merecem grandes comentários, porque não são elas que me movem. Move-me sim, o bacalhau (e perdoem-me a redundância) e o vinho que esta casa serve.
É um restaurante típico, com mesas de madeira, e algumas delas com bancos corridos. Um serviço à antiga, que é afável, acolhedor, perfeito para o local e a envolvência. Descobri esta pérola, no ano de 2006, e desde então, nunca mais me saiu da memória, gastronómica, sensorial.
Tem o próprio dono do restaurante, uma loja de vinhos em frente do mesmo, com algumas relíquias e agradáveis surpresas. Deixem-se entregues às mãos dos funcionários, digam-lhes até quanto estão disponíveis a gastar, e deixem-se surpreender. Já o fiz várias vezes e o resultado é sempre surpreendente.
A relação qualidade versus preço, é muito boa, dependendo das entradas, e do vinho, mas se duas pessoas alinharem no Bacalhau, com um branco da casa, e dispensarem a sobremesa, pouco mais de 15,00€ por pessoa terão que desembolsar.
Delicia?! Pergunta à Patricia! Resposta: Sim é uma delícia.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
O Proeza, que é uma proeza!
Descobri este vinho, há uns meses atrás, ainda durante o ano de 2011, num dos meus locais favoritos para compras. Estava à procura de um vinho do Douro, com uma boa relação qualidade versus preço, e que permitisse tem um vinho com qualidade, a acompanhar as refeições quotidianas.
Foi-me apresentado o Proeza, como sendo um vinho que iria dar que falar, e com um preço de 3,50€.
Houve então que experimentar e avaliar a sugestão, como a mesma merecia, com a maior atenção. Recordo aqui que, como uma amiga que conheço diz "eu escolho o vinho pelo rótulo, se é bonito ou não, e pelo grau alcoólico que possui, se tiver mais de 13º, eu compro". Sorrio. Não são esses os meus critérios de escolha, contudo é verdade que os olhos também comem, e uma garrafa e um rótulo bonito, são mais apelativos para a grande maioria dos consumidores. Mas voltando ao vinho... O Proeza tem uma cor ruby, avermelhada, com aromas a frutos maduros, Quando se bebe revela na boca um sabor suave e fresco a com frutos vermelhos, morangos, amoras, framboesas, revelando uma boa e equilibrada acidez. É um vinho que acompanha bem carnes, com receitas mais elaboradas, ou simples comida de conforto. Lá por casa, costuma ser rei a acompanhar as pastas preparadas no dia a dia. Mas já acompanhou com glória, um belo Cozido à Portuguesa, o Cabrito Assado no Forno, no dia de Natal, e um leitão Bísaro, assado em forno de lenha...Uma agradável surpresa, excelente sugestão e aposta ganha.
Para os mais curiosos nestas questões vínicas, trata-se de uma destas novas agradáveis surpresas cuja vinificação é feita em cubas de inox, sem nunca ter contacto com a madeira...
Neste caso, trata-se de uvas das castas, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinto Cão e Tinta Barroca, provenientes de Santa Comba da Vilariça, no Douro Superior às mãos do Enólogo Álvaro van Zeller.
Para mais informação sobre quem produz este vinho fabuloso, visitem a Barão de Vilar. Encontram um pouco da história e o que está a ser feito.
Para todos, os que como eu, gostam deste prazer na vida, herdado da influência do deus Baco, experimentem!
Delícia?! Pergunta à Patricia! Resposta: Sim, este vinho é uma delicia!
Foi-me apresentado o Proeza, como sendo um vinho que iria dar que falar, e com um preço de 3,50€.
Houve então que experimentar e avaliar a sugestão, como a mesma merecia, com a maior atenção. Recordo aqui que, como uma amiga que conheço diz "eu escolho o vinho pelo rótulo, se é bonito ou não, e pelo grau alcoólico que possui, se tiver mais de 13º, eu compro". Sorrio. Não são esses os meus critérios de escolha, contudo é verdade que os olhos também comem, e uma garrafa e um rótulo bonito, são mais apelativos para a grande maioria dos consumidores. Mas voltando ao vinho... O Proeza tem uma cor ruby, avermelhada, com aromas a frutos maduros, Quando se bebe revela na boca um sabor suave e fresco a com frutos vermelhos, morangos, amoras, framboesas, revelando uma boa e equilibrada acidez. É um vinho que acompanha bem carnes, com receitas mais elaboradas, ou simples comida de conforto. Lá por casa, costuma ser rei a acompanhar as pastas preparadas no dia a dia. Mas já acompanhou com glória, um belo Cozido à Portuguesa, o Cabrito Assado no Forno, no dia de Natal, e um leitão Bísaro, assado em forno de lenha...Uma agradável surpresa, excelente sugestão e aposta ganha.
Para os mais curiosos nestas questões vínicas, trata-se de uma destas novas agradáveis surpresas cuja vinificação é feita em cubas de inox, sem nunca ter contacto com a madeira...
Neste caso, trata-se de uvas das castas, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinto Cão e Tinta Barroca, provenientes de Santa Comba da Vilariça, no Douro Superior às mãos do Enólogo Álvaro van Zeller.
Para mais informação sobre quem produz este vinho fabuloso, visitem a Barão de Vilar. Encontram um pouco da história e o que está a ser feito.
Para todos, os que como eu, gostam deste prazer na vida, herdado da influência do deus Baco, experimentem!
Delícia?! Pergunta à Patricia! Resposta: Sim, este vinho é uma delicia!
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